Liminar que obriga 50% dos carros nas ruas será descumprida, diz sindicato.
Categoria reivindica aumento salarial de 15%, entre outros benefícios.
Fonte:EPTV

Ribeirão Preto (SP) amanhecerá sem transporte público nesta terça-feira (29). A greve dos motoristas de ônibus coletivos entrará no segundo dia, após uma assembleia na tarde de segunda-feira (28) decidir que a categoria descumprirá a liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que determina a circulação de 50% da frota e 70% nos horários de pico.
A multa diária por desrespeito à decisão é de R$ 20 mil. O Sindicato dos Empregados do Transporte Coletivo (Seeturp) informou, porém, que recorrerá da punição. "Nenhum ônibus sairá das garagens até quarta-feira, quando vamos nos reunir com o desembargador do TRT em Campinas", disse o vice-presidente do Seeturp, Alcides Lopes de Souza Filho.
Primeiro dia
O primeiro dia de paralisação dos motoristas foi marcado pelo aumento de 20% de carros nas ruas, segundo dados da Transerp, empresa que administra o trânsito e o transporte em Ribeirão.
O primeiro dia de paralisação dos motoristas foi marcado pelo aumento de 20% de carros nas ruas, segundo dados da Transerp, empresa que administra o trânsito e o transporte em Ribeirão.
A procura pelos transportes alternativos fez com que passageiros aguardassem ao menos meia hora por um táxi. “Faltou carro para suprir a demanda. Muitas empresas nos chamaram para que seus funcionários não faltassem ao trabalho”, afirmou Vandir Antônio Película, diretor administrativo de uma cooperativa.
Reivindicação
Os 640 motoristas pedem reajuste salarial de 15%, além de aumento no vale refeição de R$ 400 para R$ 500, no prêmio de R$ 250 para R$ 350 - pago aos motoristas que acumulam a função de cobrador - e na participação dos lucros das empresas.
Os 640 motoristas pedem reajuste salarial de 15%, além de aumento no vale refeição de R$ 400 para R$ 500, no prêmio de R$ 250 para R$ 350 - pago aos motoristas que acumulam a função de cobrador - e na participação dos lucros das empresas.
As empresas ofereceram duas contrapropostas de 5% e 6,3% de aumento dos salários, que foram negadas pelos grevistas. Por telefone, a assessoria da Associação das Empresas de Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Transurb) informou que não serão feitas novas nogociações porque o caso será julgado pelo TRT.
A Transurb alega que entre 2009 e 2012 os trabalhadores tiveram um reajuste salarial de 30,83%, valor acima da inflação registrada no período pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 22,49%.
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